terça-feira, 19 de julho de 2011
Quintão Meireles desiste da ida às urnas!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Um decreto para a História!
Carta a Salazar!
domingo, 10 de julho de 2011
Miguel Torga em África!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Proclamação de D. Pedro aos Portugueses
D. Pedro dirigiu aos Portugueses a seguinte proclamação:
"Portugueses! É chegado o tempo de sacudir o jugo tirânico que vos oprime. À frente do exército libertador, que tenho a glória de comandar em chefe, eu vos ofereço a paz, a reconciliação e a liberdade. Vinde, portugueses de todas as classes e opiniões, unir-vos às bandeiras da vossa legítima rainha, a senhora D. Maria II. Animai-vos. Contai com a minha protecção. Não hesiteis um só instante. Salvai a vossa honra enquanto é tempo. Estai certos que cumprirei fielmente as promessas que vos fiz no meu manifesto. Livrar a humanidade oprimida; restabelecer a ordem; restaurar o trono legítimo de minha augusta filha, e com ele a Carta Constitucional, que vos dei, e vós livremente jurastes: eis os motivos que me moveram (confiado na vossa cooperação) a pôr-me à testa de tão nobre e justa causa.
(...)
Não queirais por vossa obstinação introduzir a guerra civil, que desejo evitar no malfadado Portugal, já cansado de tanto sofrer, exausto de todos os meios, reduzido ao último apuro de miséria e de aviltamento. Lembrai-vos que vossos maiores se engrandeceram, e tiveram nome na História, porque souberam apreciar a liberdade. Não percais uma tão boa ocasião de mostrar ao mundo que ainda sois dignos de formar uma nação livre. Concorrei pela vossa parte para derrubar a tirania; acabar com os horrores do mais feroz despotismo, estabelecer a paz, a reconciliação e a liberdade. Reflecti e decidi-vos. D. Pedro, duque de Bragança".
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Alexandre Herculano e as eleições
Entrou para a pasta do Reino, Rodrigo da Fonseca, e para a pasta da Marinha e Colónias, Fontes Pereira de Melo, sendo a primeira vez que ambos chegavam ao Governo.
Nesse mesmo ano de 1851, a propósito das Eleições, Alexandre Herculano escrevia em "O País", o seguinte texto, que mais tarde publicou no tomo 1 dos "Opúsculos":
"(...) O que este país carece é que se cure da reforma da fazenda pública, que se enxotem da mesa do orçamento todos os que devoram improdutivamente a substância da nação; que se estabeleça um bom sistema de distribuição e cobrança do imposto, que se escute o bom senso, a economia e a moralidade na aplicação da receita do Estado; que se reforme a instrução pública; que se abram vias de comunicação, que se trate de fundar sobre princípios racionais o crédito agrícola e industrial; que se abulam os vínculos e os morgados, se simplifiquem e uniformizem os prazos, se trate, numa palavra, da reconstituição da propriedade; que se modifique o nosso vicioso e absurdo sistema de centralização estéril, que absorve e desbarata todas as forças vivas do país em proveito de uma ou duas cidades.
É principalmente destes assuntos vitais que a futura câmara deverá ocupar-se.
A civilização não se mede pelo número de faladores balofos, pela extensão de programas vagos, e pela multiplicidade dos artigos de uma constituição; avalia-se pelas academias e escolas, pelos estabelecimentos de crédito e associações industriais, pelos caminhos de ferro, estradas e canais, pelo bom estado da fazenda pública, pela administração regular do Estado (...)".
terça-feira, 5 de julho de 2011
António Sérgio e o Estado Novo
No dia 5 de Julho de 1932, faz hoje 79 anos, tomou posse o primeiro governo do "Estado Novo", presidido por Oliveira Salazar.
Talvez ninguém como António Sérgio, na sua "Breve Interpretação da História de Portugal", tenha caracterizado tão certeiramente o regime de Oliveira Salazar:
"Graças, sobretudo, aos protestos dos verdadeiros democratas e à atmosfera de hostilidade que desses protestos se havia formado, surgiu a revolta militar de 28 de Maio de 26. Aproveitando-a no sentido dos seus interesses, o reaccionarismo tomou conta do Poder, esbanjou os dinheiros públicos em benefício de grupos de oligarcas, esmagou com impostos a população, realizou as obras para propaganda que empreendem sempre as ditaduras, estabeleceu uma apertada censura à imprensa e uma polícia política inquisitorial, esbulhou e dissolveu as associações operárias de livre iniciativa dos trabalhadores e reduziu estes à impotência, por meio da completa subordinação ao Poder a que se chamou regime corporativo do Estado, o Estado Novo".